Lucas Anastácio Mourão, socio de Flora, Matheus & Mangabeira Sociedade de Advogados.
Los problemas presentados por cada contexto y cada época reflejan un dado tipo de solución jurídica que, en general, parece definitiva en el momento de su concepción, muda y se adapta a través del tiempo de acuerdo con las tecnologías disponibles y también con los problemas y comportamientos oriundos, cada vez más real, ambiente virtual.
O advento das notícias fraudulentas em massa através das redes sociales – e seus impactos tanto nas relações privadas (notadamente danos à honra) quanto no funcionamento das democracias (como a subversão de Processos eleitorais através da manipulação de comportamentos) – reacendeu a necessidade de discutir o papel dos provedores de aplicação (redes sociais) e, naturalmente, a regulação e responsabilidade dessas empresas de technology e mídia sobre conteúdos produzidos por seus usuários. Estão sendo colocados em check as “vinte e seis palavras que fundaram a internet”, estabelecidas em 1996 pela Seção 230 do Ley de Decencia en las Comunicaciones, um paradigma regulatório que concede imunidade de responsabilidade aos provedores pelos conteúdos produzidos por seus usuários. Este conceito normativo da Seção 230 acabou sendo adotado internacionalmente ao longo das décadas seguintes como o padrão.
En la década de 1990, con la aparición de Internet como fenómeno y tecnología de gran alcance, surgieron múltiples empresas con variados servicios en línea, incluidos sitios de foros virtuosos, secciones de comentarios y otras herramientas de publicación de contenidos producidos directamente por los usuarios. Naturalmente, tal escenario resulta en una discusión sobre la regulación de los proveedores de aplicaciones (ou intermediarios) y los informes producidos por terceros dentro de estas plataformas, o que generan disputas judiciales.
Entre esas disputas, estava o caso “Cubby y no CompuServe”, de 1991, que envolvia un episodio de difamação contra una persona en el ámbito del sitio de foros de la empresa CompuServe que, mesmo após notificada pelo ofendido, n retiroãou do site o conteúdo apontado como infractor. produzido por terceiros e sem nenhum papel na edição da publicação apontada como ilícita, a empresa não teria responsabilidade Houve, ainda, outro caso bastante relevante, conhecido como “.Stratton Oakmont y no Prodigio” y que guardava algo similar a “Cubby y no CompuServe", a medida que también se trata de una difamação cometida en el ámbito de una plataforma virtual de foruns (a Prodigy). Porém, en el caso de Prodigy, una empresa realiza certo nivel de moderação de conteúdo postando diretrizes para seus usuários, aplicando esos diretrizes, eliminando conteúdos considerados ofensivos. Desa forma, o Judiciário local entendeu que a empresa Prodigy era responsável como editora do conteúdo criado por sus usuários.
Diante de tal cenário e com grande influencia dos casos listados supra, en 1996, surgido en la sección 230 del Ley de Decencia en las Comunicaciones (CDA), en Estados Unidos, que criou, como regra general, no item “(c)(1)”, a imunidade das empresas, chamadas de intermediarias, que permitiam aos seus usuários a criação de conteúdo on-line, como comentários e publicações, ao dispor o seguinte:
Ningún proveedor o usuario de un servicio informático interactivo será tratado como el editor o locutor de cualquier información proporcionada por otro proveedor de contenido de información.
Este dispositivo ficou conhecido como “as vinte e seis palavras que fundaram a internet”, por se considera tal norma como fundamental para el desarrollo del sector tanto del punto de vista tecnológico cuanto económico.
Dito de outra forma, a Seção 230 do CDA definiu que as empresas (naquele momento emergentes e em franca profusão e expansão) que exploravam o início da internetficariam imunes por conteúdos produzidos por terceiros, ainda que por meio de sus plataformas digitales.
Porém, cuando en 1996 houve a concepção do conceito da imunidade dos intermediários, as redes sociais não haviam haviam construído o poderio econômico, social y político que hoy se observa, e o inenso problema das fake news e do discurso de ódio da forma e com o alcance como o conhecemos hoy simplemente não existia, bem como não existia a capilaridade e alcance Las redes sociales, que están durante mucho tiempo alcançar o patamar global y predominância no debate público que se observa hoy.
Con el avance tecnológico tanto en el desarrollo de nuevas plataformas de interacción social en cuanto a la propia infraestructura de Internet en el mundo, algunos proveedores de aplicaciones de redes sociales que, en la práctica, forman un verdadero oligopólio, obtienen alcance planetario con miles de usuarios y redimensionan en forma como todos nos comunicamos, nos relacionamos y nos informamos. Con estas características, es seguro decir que estas plataformas virtuais se transformarán en verdadeiros e inmensos espacios públicos de ejercicio de aspectos relevantes de la vida, como, por ejemplo, una ampliación del ejercicio de la libertad de expresión, el medio de consumo de información, las relaciones negociais y compras, las relaciones interpersonales y até a busca por empregos.
Como tamanho poderio de comunicación y reunión, naturalmente este espacio pasa a ser usado para disputas políticas, culturales y sociales. Tudo normal e até desejável, tendo em vista que o livre debate de ideias é pressuposto para democracias saudáveis. Porém, tal avanço tecnológico e comunicacional deu origem a um fenômeno que hoje ameaça regimes democratics, põe em dúvida a lisura de processos eleitorais, destroem reputações, germam danos de imagem e moralis a individuos e até causam mortes e Assassinatos: as fake news (ou notícias fraudulentas).
La cirugía, el poder, el fenómeno cuyo objetivo consiste en manipular ilegítimamente sentimientos, pensamientos y comportamientos de grupos o poblaciones involucradas a través de noticias o información fraudulenta difundida en las redes sociales. Algunos casos paradigmáticos observados en los últimos años son: as eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016 y as eleições gerais do Brasil em 2018, o referendo do Brexit en Reino Unido en 2016, además de numerosos casos de producción en escala industrial de noticias falsas con el fin de destruir la reputación (casos del ex diputado federal Jean Wyllys y de la vereadora Marielle Franco en Brasil), la difusión de teorías de conspiración como QAnon, mormente en Estados Unidos y como noticias falsas sobre la pandemia del Nuevo Coronavírus en todo el mundo.
En este contexto, diante destes complejos y profundos problemas causados por pelos conteúdos on-line producidos en estas plataformas de tecnología y comunicación, que teve inicio a la contestación del modelo de imunidade que, até então, parecia inquestionável e era considerado o fundamento normativo que garantiza la existencia y la evolución tecnológica de la red mundial de computadores y as relações humanas nela estabelecidas. El debate, que aparentemente se ha esgotado en la década de 1990, retornou e hoy, después de que la humanidad experimente los prejuicios de las noticias falsas y el discurso de ódio por meio das redes sociales, voltou-se a discutir se, como e em que extensión, os proveedores de aplicaciones de redes sociales devem ser responsabilizados pelos conteúdos produzidos por seus usuários e, também, o modo que tais plataformas realizan a moderação desses conteúdos.
En septiembre de 2020, el Departamento de Justicia de los Estados Unidos divulgó recomendaciones para que fose reduzido o grau de imunidade conferido a los proveedores de aplicaciones porque, entre otros motivos, haveria uma “proliferação de conteúdo on-line ilícito e nocivo que deixa as vítimas sem qualquer recurso civil”. En octubre de este año, el Senado de los Estados Unidos, a través de su Comité de Comercio, promoveu audiência com os CEO's dos principais provedores de aplicaciones de redes sociales, como Facebook, Twitter y Google, onde o objeto de la audiencia foi exactamente o questionamento dos termos, efeitos, adequações, inadequações y possível. defasagem histórico das vinte e seis palavras que fundaron internet.
Años antes, en 2017, en Alemania, pasé a vigorar a Neztdurchsetzungsgesetz (NetzDG), que, en la traducción del libro, es una Ley de Fiscalización de la Red, y tiene como objetivo el aumento de la responsabilidad de los proveedores de aplicaciones sobre los productos producidos por los usuarios. Tal norma, aliás, tornou-se referência internacional, estimulando a criação ou proposição de leis semelhantes em inúmeras nações, como Francia, Reino Unido, Austrália, India, Cingapura, Venezuela, Rusia, Estados Unidos (como vimos acima), Brasil y otros.
Nota-se, pois, que el consenso normativo iniciado con la Sección 230 del CDA en 1996 y exportado para boa parte das nações, está sofrendo profunda reformulação e questionamento tanto pela emergência das prácticas ilícitas cometidas no âmbito das redes sociales, pero también pela percepción de que os proveedores de aplicaciones têm feito menos do que poderiam para equacionar el problema. Muchos países están profundizando el debate sobre el tema, proponiendo o criando nuevas leyes que, en mayor o menor grado, reveem el nivel de responsabilidad que deben ser atribuídos a los chamados “intermediarios” o proveedores de aplicaciones. Es posible observar, portanto, la aparición de un nuevo marco regulatorio “pós-CDA”, que discute la inmunidad de responsabilidad de los proveedores de aplicaciones por conocimiento del producto de sus usuarios.
Tudo isso leva à seguinte questão: Afinal, qual o modelo adecuado de responsabilidade a ser aplicado aos provedores de aplicação que seja capaz de proteger direitos individuais y coletivos, enfrentar o problema das notícias fraudulentas e discurso de ódio, proteger a liberdade de expressão e não obstaculizar o desenvolvimento tecnológico? No hay mundo, a toda evidencia, una tensión en el fondo del régimen de responsabilidad inaugurado en la Sección 230 del CDA, por eso es importante discutir esa tensión y una eventual necesidad de superação del modelo até então visto como sagrado y, en caso positivo, o que debe ser colocado en su lugar o se/quais adequações precisam ser feitas.
Embora não haja um modelo consensual a ser implementando, fato é que já existen procedimientos y tecnologías disponibles que permiten exigir (e, no limite, impor) mais responsabilidade dessas empresas de mídia e tecnologia, como, por ejemplo, obrigar que os proveedores de aplicaciones notifican a todos los usuarios que eventualmente consumen o de alguna forma tiveram contacto com determinada fake news, informando-os da naturaleza fraudulenta daquele conteúdo e restabelecendo a verdade; também seria possível exigir que una vez reconhecida a ilicitud de determinado conteúdo, os provedores de aplicação fossem obrigados a realizarem uma busca ativa para eliminar conteúdos idênticos (portanto já definidos judicialmente como ilícitos), independiente de nuevas demandas judiciales. São apenas exemplos.
El gran problema actual a ese respecto es que no hay respuesta sobre el modelo adecuado de distribución de responsabilidades. O fato inegável, porém, é que os provedores de aplicação fazem menos do que podem e lucram mais do que deveriam com a indústria das fake news. Portanto cabe a nós, sociedade, em especial aos detentores de mandatos públicos, debruçarmo-nos sobre este problema e encontrarmos como soluciones tendo como norte os pilares da liberdade de expressão y os seus limites éticos e legais.